sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Black ou white

Em tempos onde, hoje, vale ser negro quando se almeja uma vaga destinada ao sistema de cotas, mas o alisante de cabelo e a chapinha esgotam das prateleiras, Kabengele Munanga aborda a ambivalência entre questões sociais, políticas e econômicas que envolvem a miscigenação racial e o preconceito presentes no ideário da construção da nacionalidade do povo brasileiro.
(...) “não é fácil definir quem é negro no Brasil”, se classifica a questão como “problemática”, sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas.“Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política”. (Munanga em memorial descritivo para o site Museu da Pessoa).



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